Mercado Editorial 2019 – Descentralize seu cérebro

Carlos Garcia Fernandes

Use os links para navegar entre os tópicos:

  1. Visão mais ampla
  2. Expansão e queda do mercado editorial
  3. Ele vai sobreviver doutor?
  4. Contato com o público
  5. Descentralize seu cérebro
  6. Novos recursos
  7. Redes sociais
  8. Financiamento coletivo
  9. Utilidade?
  10. Atualização do sistema editorial

05. Descentralize seu cérebro

Se existe uma livraria física, então o que falta é a versão on-line dela, que não venderá apenas livros, mas sim todo material do segmento editorial específico, até que seja possível fechar a loja física e ficar somente com o site. É uma transição onde novamente a pequena loja leva vantagem. Dependendo das despesas, poderá ser o depósito ou justamente o local de eventos, que acontecerão de acordo com as possibilidades. Esse local físico, muitas editoras já tem, então fica óbvia a vantagem da editora sobre a livraria.

Uma editora que agora quer se conectar com seu público, tem a chance perfeita para montar uma organização com as funções já separadas, ao invés de juntar tudo como nos velhos moldes empresariais.

A loja on-line é montada separadamente, é possível utilizar algum plano gratuito de loja, que poderá ser modificada para uma versão paga quando for necessário.

É necessário um site/blog que fale sobre os livros. Cada livro precisa de uma postagem própria onde estariam os comentários e outros materiais explicativos sobre cada livro, com link para a loja. Também existem planos de blogs gratuitos com update.

A loja e o site devem ser separados para que seja geradas estatísticas de acesso mais precisas, então poderá ser observado o interesse do público pelos assuntos abrangidos na geração de conteúdo e o quanto disso leva à loja.

A organização da editora deve contar com o setor de designer integrado à organização junto com a revisão, pelo fato do ramo editorial atualmente ser muito específico e a conversa entre os profissionais ser constante para o devido alinhamento da editorial. É possível que o setor de comunicação da editora cresça, e para ajudar na sustentabilidade ele pode executar serviços para terceiros. Por exemplo, pode fazer a propaganda dos anunciantes que será utilizada no site, diagramar livros para versão on-line de algum escritor que assim deseje, etc.

Em todos setores as pessoas devem ter qualificação ou vontade de aprender. Sou do tempo em que uma boa idéia e dinheiro já bastavam. Hoje, ocasionalmente preciso alertar que os tempos mudaram, o mundo se complicou, então é necessário algum estudo na área. Se algum “chefe” usar termos como “não gostei, encontre outra opção”, considere mudar de emprego, pois a figura está usando o gosto pessoal em ambiente profissional, isso sempre dá errado, pois gosto pessoal depende do humor particular da pessoa. Nada melhor do que profissionais, estes sim, focados no trabalho.

Detectar um irresponsável é fácil, é justamente o que diz para achar outra opção, mas não aponta uma direção. Então quando a coisa dá certo ele leva o prêmio, quando dá errado ele diz que ninguém entendeu o que ele quis dizer. Pode parecer que estou falando de outras coisas, mas isso tudo é muito pertinente, pois chefes com essa característica são muito centralizadores e estou falando justamente sobre a descentralização.

Os escritores geralmente já são autônomos, mas é importante encontrar possíveis novos escritores, que fariam textos menores que vão compor a parte de conteúdo livre no blog.

A distribuição é pela internet ou eventos.

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