Mercado Editorial 2019 – Expansão e queda do mercado editorial

Carlos Garcia Fernandes

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  1. Visão mais ampla
  2. Expansão e queda do mercado editorial
  3. Ele vai sobreviver doutor?
  4. Contato com o público
  5. Descentralize seu cérebro
  6. Novos recursos
  7. Redes sociais
  8. Financiamento coletivo
  9. Utilidade?
  10. Atualização do sistema editorial

 

02. Expansão e queda do mercado editorial

É importante entender o que propiciou a expansão do mercado editorial nesses últimos anos, e a resposta é bem simples, o povo tinha dinheiro no bolso. Parece óbvio? Parece que era óbvio também o que fazer? As livrarias utilizaram os velhos métodos de abrir loja atrás de loja, pois ao contrário do que se afirma, o povo gosta de livros, e a prova foi essa, não era mais necessário escolher entre comprar o pacote de arroz ou o livro, dava para comprar os dois.

 

O povo tinha dinheiro, e isso chamou a atenção internacional, tanto que empresas de produtos populares desembarcaram no Brasil:

– Netflix chegou ao Brasil em 2011.

– A Amazon chegou ao Brasil em 2012.

– HBO GO (a mais conservadora) chegou ao Brasil em 2013.

 

O fechamento de livrarias e demissões em massa que vemos em 2018, é porque o povo voltou a ter que escolher entre o pacote de arroz e o livro. Então, não existe mais o que fazer com as grandes estruturas montadas a não ser fechá-las. É quase impossível transformar uma estrutura empresarial rígida, verticalizada numa estrutura horizontal e com determinada independência.

 

A demanda que sobrou não sustenta as grandes estruturas e é nesse ponto que eu quero me concentrar. A demanda que sobrou, ou seja, ainda tem gente querendo livros e outra parcela que quer livros se o preço ajudar.

 

Com o fechamento de grandes livrarias, uma parcela do mercado consumidor que é a mais segmentada, vai ficar desamparada. Eles não vão saber onde procurar os livros que desejam, e nesse ponto surge a necessidade das editoras procurarem seu público, pois a figura do intermediário geral como conhecemos, no formato “loja de conveniência”, vai desaparecer.

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