Mercado Editorial 2019 – Redes sociais

Carlos Garcia Fernandes

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  1. Visão mais ampla
  2. Expansão e queda do mercado editorial
  3. Ele vai sobreviver doutor?
  4. Contato com o público
  5. Descentralize seu cérebro
  6. Novos recursos
  7. Redes sociais
  8. Financiamento coletivo
  9. Utilidade?
  10. Atualização do sistema editorial

 

07. Redes sociais

Todas as redes sociais devem funcionar como ferramentas de auxílio, e não o fim das ações da editora. O fim é o blog e a loja, são esses os números que interessam.

Os seguidores são da plataforma e não das empresas/pessoas, ninguém tem seguidores, só a plataforma.

 

Tem-se dado valor demais aos likes nas redes sociais, mas isso é recompensa somente para o nosso cérebro, doses e doses de endorfina a cada comentário e like, por isso nos sentimos tão bem e recompensados, não é que faça bem aos negócios. É possível viciar na endorfina a ponto de ficar obcecado por redes sociais. Logo, por um fator psicológico entende-se que um blog não funciona, a produção de conteúdo não funciona, conteúdos curtos e longos não existem, pois não nos dá tanta… endorfina.

 

Veículos de mídia tem responsabilidade para com o retorno que dá a seus clientes. Isso se dá de diversas formas, como o alcance contratado, e até no caso de outdoors, a garantia de que sua publicidade estará visível pelo tempo contratado.

 

As redes sociais, apesar de cobrar por espaço de mídia, não tem nenhuma responsabilidade com isso, pois alteram as regras no meio da campanha dos seus clientes modificando regras que afetam até a visualização do que já foi feito. Eles não servem nem para ser uma empresa de outdoors, fogem da responsabilidade com frases genéricas, “nosso negócio é conectar pessoas”, comprar mídia é por sua conta e risco.

 

Já presenciei gente novata na comunicação imprimindo o manual das redes sociais para apresentar à empresa, acreditando que aquilo era verdade. Só a experiência nos ensina o contexto das coisas.

 

Vou usar o exemplo da Revista Fórum, eles entram ao vivo 4 vezes por dia.

A Revista Fórum é de “esquerda” e não é sensacionalista ou apresenta discursos rasos, ela vai fundo nas questões, então o público é realmente engajado e super segmentado, um púbico “fiel”. Dentro dessas características vamos observar alguns pontos.

 

No face eles tem:

(Dados de 11/12/2018)

751.285 pessoas curtiram

735.420 pessoas estão seguindo

https://www.facebook.com/forumrevista/

 

Desde o início do ano de 2018, eles estão pedindo para o pessoal ir para o youtube, pois o face não funciona mais para eles.

 

No youtube:

(Dados de 11/12/2018)

24.000 inscritos

https://www.youtube.com/channel/UC3sMBA3BdnsKSVI0WB9yVWQ

 

Repito, eles entram ao vivo 4 vezes por dia, e fazem o mesmo pedido.

Onde estão os outros SE-TE-CEN-TOS E DEZ MIIIIILLLL (710.000) seguidores?

Por esse tipo de número é que entendemos que as redes sociais não são transparentes. Um pedido feito 4 vezes por dia durante um ano inteiro para um público FIEL de 735 mil pessoas e só 24 mil atenderam? Isso mostra o controle que a plataforma tem sobre seus usuários, controle que por vezes não nos beneficia.

 

Redes sociais devem ser utilizadas como ferramentas, para desde o início levar o público ao site, pois somente assim será possível mensurar se a rede social realmente funciona para o segmento de negócios da empresa, caso contrário, será apenas para ocupar tempo de maneira desnecessária.

 

Investe-se tempo demais nas redes sociais, produzindo conteúdo que será perdido amanhã, pois a timeline do usuário está abarrotada de informações, é quase impossível achar a postagem de ontem sendo necessário fazer outra postagem hoje numa corrida frenética.

 

Onde fica o espaço para conversar e compreender o público? É essa compreensão que gera o engajamento, seguidores de verdade que farão mais do que comprar seus produtos, vão dar sugestões do que desejam comprar.

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